Com o PMDB, tudo indica que um elenco de partidos entrará em cena para fazer a aliança proporcional, já que há possibilidade para formação de duas chapas, uma para eleger um deputado federal e outra para estadual. Para a vaga na Câmara dos Deputados, a aliança do PMDB deve ser com o PT, PR e PSB. Se essa possibilidade de confirmar, três candidatos têm fortes chances de se reeleger, são eles João Maia (PR), Fátima Bezerra (PT) e Henrique Alves (PMDB). A deputada Sandra Rosado e o chefe do Gabinete Civil Vagner Araújo são as possibilidades do PSB. Já para deputado estadual, alguns integrantes do partido não aceitam aliança com o PSB, que possui fortes candidatos. Os deputados José Dias e Poti Junior, por exemplo, não se mostram favoráveis a essa aliança. Já Walter Alves (PMDB) disse que ainda não houve reunião interna para tratar do assunto.
Na chapa majoritária, a "quebra de braço" entre os dois maiores líderes do PMDB do Rio Grande do Norte, o deputado federal Henrique Eduardo Alves e o senador Garibaldi Alves Filho, fez com que o partido ficasse sem coligação para a campanha majoritária e por isso a legenda perderá o tempo que teria no rádio e na TV. Em entrevista recente ao Diário de Natal, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) reforçou a ideia de divisão do partido e considerou pouco provável um entendimento político com o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) até a data das eleições.
A indicação apenas da candidatura de Senado na chapa majoritária, conforme prevê a legislação eleitoral, vai possibilitar que os peemedebistas possam escolher livremente seus candidatos ao governo do estado e o segundo candidato a senador. Nesse caso, Garibaldi Filho fica livre para apoiar a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo e, se achar conveniente, atrelar-se à candidatura do senador José Agripino Maia (DEM). Já o deputado Henrique poderá manter-se ao lado da governadora Wilma de Faria (PSB) e participar da tão propalada aliança com os partidos da base do presidente Lula.
Oposição
Os partidos de oposição também fazem cálculos para formar alianças proporcionais. Juntos na chapa majoritária, PSDB e DEM não devem manter a união na proporcional, pois se essa aliança sair, o presidente estadual tucano, deputado federal Rogério Marinho ficará numa situação difícil e corre risco de não se reeleger. Tudo isso porque os deputados Felipe Maia (DEM) e Fábio Faria (PMN) aparecem como fortes candidatos à reeleição e um terceiro nome a ser apoiado pelos Democratas é o deputado federal Betinho Rosado, integrante do DEM.
No entanto, o líder do DEM no Senado Federal, José Agripino, disse que não há nada definido em torno de alianças proporcionais. "Essa será a etapa que vai suceder a composição da chapa majoritária. Estamos em avaliações preliminares. Já conversei com os nossos deputados federais e estaduais e tudo vai depender da conveniência apontada por eles. Ainda não há definições nem sobre a chapa majoritária. Vamos ver quais partidos estarão juntos e, feito isso, fazer uma tentativa de junção para as proporcionais, associandoa conveniência dos candidatos", afirmou. Sobre a possibilidade de ter duas composições, uma para majoritária e outra para proporcional, Agripino disse que vai depender do que a lei permite e da opinião dos candidatos.
Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR