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Será o fim dos grandes shows?

08.02.2010 12:54

Demolição do Machadinho em função da Copa 2014 deixa Natal órfã de espaço para grandes shows

Exercite a memória e lembre onde ocorreram os históricos shows musicais em Natal. Você vai enxergar o Legião Urbana no Papódromo. O Paralamas na volta de Herbert Viana aos palcos pós-acidente, no espaço onde hoje funciona o Atacadão. Chico Science no Centro de Turismo. Edições memoráveis do Mada no Imirá, no Largo da Rua Chile. Uma dezena de shows de Roberto Carlos no Machadinho... Agora, se pergunte: qual desses lugares é exclusivo aos shows musicais? Nenhum. São locais improvisados. Natal é a única capital do Nordeste sem Casa de Show específica para receber grandes artistas nacionais. E este ano perderá um desses principais palcos improvisados da cidade: o Machadinho, a ser demolido no último trimestre deste ano como preparação de Natal à Copa de 2014.

A acústica do Machadinho é péssima. Os ventos nos shows do Imirá incomodam. O pé-direito do pavilhão do Centro de Convenções é baixo. A insegurança na Rua Chile intimida. Falta espaço no Boulevard, no Teatro Alberto Maranhão. E assim, todos os espaços onde são promovidos shows musicais em Natal apresentam seus imbróglios sem qualquer relação com o show business. Natal perde e já perdeu grandes apresentações pela falta de espaços adequados a receber cenários de turnês mais produzidas ou com acústica apropriada a shows musicais. Chico Buarque nunca veio aqui por esses motivos. Quem confirma é o produtor Alexandre Maia, da Agenda Propaganda.

Alexandre trouxe alguns dos maiores shows que a cidade já viu. E a reclamação da falta de espaços voltados à música é antiga. “Sempre promovemos shows em espaços alternativos. Em João Pessoa levo shows para o Espaço Cultural com capacidade para 20 mil pessoas, dotado de anfiteatro e toda a infraestrutura necessária. Em Recife, há o Teatro Guarapes, o Chevrolet Hall e mais uma infinidade de boas Casas para grandes shows. Isso para citar capitais vizinhas. Aqui, nunca tivemos”. O produtor disse conseguir trazer bons nomes em razão de excursões pelo Nordeste. “Aproveitam e fazem escala em Natal para divulgarem a turnê. Ainda assim, muitos rejeitam. A última foi Maria Bethânia”.

Outra crítica de Alexandre Maia é a construção de espaços novos na cidade sem a consultoria de produtores culturais. “Construíram o novo Centro de Convenções sem pedir opinião de nenhum produtor. Caso tivessem, o pé-direito de cinco metros teria sido de nove. O espaço estaria apto a receber shows bem produzidos sem acréscimos substanciosos à obra”. Alexandre cita ainda a construção da sede da Capitania das Artes à época da gestão municipal de Wilma de Faria. “Coube tudo ali, menos um espaço apropriado para shows. Naquela área do estacionamento caberia uma concha acústica com vista para o Potengi. Seria fantástico. Mas ninguém consultou nenhum produtor”, reclama.

Um terreno baldio próximo ao cruzamento das avenidas Miguel Castro e Prudente de Morais, prometido no fim da primeira gestão Wilma de Faria como um novo teatro com capacidade para mais de duas mil pessoas, ainda espera o início da obra. “Seria uma solução e uma marca significativa da cultura deste governo”, alimenta a esperança. Um ginásio construído na Zona Norte durante a gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves também é um espaço inutilizado para qualquer tipo de apresentação musical, embora seja mais um sem a acústica e a infraestrutura necessária aos grandes shows musicais.

O produtor cultural Anderson Foca, tem utilizado com freqüência pequenos espaços como a Casa da Ribeira e o palco do Centro Cultural DoSol, de sua propriedade, além da Rua Chile para eventos maiores. “Particularmente acho horrível o machadinho como lugar de shows de música. É inadequedo, desconfortável e o teto sem tratamento acústico deixa o som horrível. Falta um espaço para shows médios. De pequeno porte temos os teatros, o DoSol, o Galpão 29, e por aí vai”. Foca culpa a iniciativa privada. “Não vejo nenhum papel do Estado em suprir essa carência. Eu não faria esse investimento. Tem o teatro do Midway vindo aí, talvez cumpra um pouco a função que era do Machadinho”, estima.

“Falta público para grandes shows”
Com o currículo da produção de eventos musicais de sucesso em Natal, como o Seis & Meia e, mais recentemente, o Praia Shopping Musical, o produtor Zé Dias traz nova questão ao tema: “Só temos a opção do Machadinho. Fará falta. Mas, falta público para grandes casas de show. Trazer artista nacional hoje é caro, e com a meia-entrada sem controle tudo cai por água abaixo. Veja o público que compareceu ao show de Caetano Veloso no Machadinho e, mais recentemente, ao Titãs”.

Zé Dias exemplifica valores a partir da última vinda de Roberta Sá a Natal. Cachê médio da artista: R$ 35 mil. Passagem de avião para 14 pessoas: R$ 14 mil. Hotel: R$ 6 mil (dez apartamentos na Via Costeira por dois dias). Traslado local: R$ 1,5 mil (carro de luxo à cantora, van para músicos e kombi para material). Diária de alimentação: R$ 2 mil. Sonorização e luz: R$ 6,5 mil (som básico, aquém das exigências do mercado). Mídia: R$ 15 mil. Total: R$ 80 mil. “Acrescente aí 10% do Ecad e 5% de ISS. Leve em conta um ingresso a R$ 50 e R$ 25 (meia) e capacidade do local para 3 mil pessoas. Se lotar, teremos bilheteria em torno de R$ 100 mil, tendo ainda que pagar aluguel do Teatro e despesas diversas de panfletagem, pessoal de apoio, etc”.

Zé Dias continua: “Acrescente ainda 500 kg de excesso de bagagem ida e volta, exigidos pelos artistas, ao custo médio de R$ 10 mil. Quanto sobra? É brincadeira, né?”. E conclui: “Uma Casa de show em Natal só dará certo se todos os artistas vierem em turnê pelo Nordeste (rachando as passagens) e fazendo bilheteria. Bilheteria sempre dá problema. E aqui é pior”.

* Matéria públicada domingo no Diário de Natal

Do blogueiro: Escrevi essa matéria na quinta-feira. Na sexta, acompanhei a governadora Wilma de Faria em reunião na ZN, onde foram explicados os benefícios da Copa 2014. Entre eles, a Arena das Dunas. E lá, uma área destinada aos grandes espetáculos. Assim foi prometido, o que solucionaria, a princípio, a carência de uma grande Casa de shows.





Você acredita em Caetano Veloso?

04.02.2010 11:10


No documentário Coração Vagabundo, Caetano Veloso quis desmistificar a imagem de falador de merda à imprensa para a figura de bom moço, sem arrogância ou obscurantismo. A produção é da ex-mulher, Paula Lavigne. Portanto, desconfie. A moça ainda é fã do baiano de Santo Amaro. Basta citar a primeira cena do longa: Caetano se barbeando nu, com o pau considerável (foi o adjetivo menos constrangedor que arranjei) à mostra. De resto, o diretor Fernando Grostein Andrade segue Caetano na turnê promocional do Cd A Foreing Sound em São Paulo, Nova York, Tokio e Kioto.

Coração Vagabundo vale mais pela imagem de Antonioni emocionado com cenas do próprio filme: O Passageiro: Profissão Repórter. Um olhar mais sensível talvez capte alguma perspicácia do diretor em "pescar" cenas, monólogos e trejeitos de um Caetano despido para a câmara, metáfora à primeira imagem do filme. Talvez a questão seja de crença. Não acredito no Caetano retratado no filme. Difícil é entender essa figura realmente polêmica e genial. Além de Antonioni, vale também o depoimento de Almodóvar, as músicas de Caetano e a tentativa do diretor em mostrar um tom intimista ao documentário. Por R$ 3, vale. Se for original, sugiro o CD.





Quem mais faturou no Carnaval 2009?

02.02.2010 05:04


O escritório do Ecad enviou nada mentos que 7.342 malas-diretas para usuários de música como hoteis, bares, restaurantes, clubes, promotores de eventos, prefeituras, associações, casa de diversão e a este jornalista que vos escreve com o objetivo de esclarecer e conscientizar os usuários de música sobre a importância do pagamento dos direitos autorais nos bailes e eventos carnavalescos.

O material esclarece que o promotor de eventos carnavalescos deve entrar em contato, previamente, com a unidade ou representante do Ecad mais próximo de sua região para solicitar a autorização e pagar a devida retribuição autoral pelo uso das músicas. O pagamento deve ser feito somente por meio de boleto bancário. Se o usuário não for o organizador do evento, ele deve solicitar ao responsável a cópia do boleto quitado, a fim de evitar ser responsabilizado solidariamente pelo não pagamento do direito autoral.

A Lei dos direitos autorais determina que em qualquer execução pública de música devem ser pagos direitos autorais aos seus criadores. Mesmo as músicas mais antigas, cujos autores já faleceram, têm os seus direitos garantidos, pagos aos seus familiares, até 70 anos após o seu falecimento. É importante ressaltar que muitos autores recebem direitos autorais de execução das suas músicas apenas no período de Carnaval, principalmente os compositores de marchinhas.

E como vivemos em um eterno big brother, os eventos carnavalescos serão gravados por, aproximadamente, 140 operadores do Ecad que utilizarão o Ecad.Tec Som, equipamento que grava a execução de músicas de forma automática e 100% digital. Os usuários que têm dúvidas sobre o procedimento para solicitar autorização para execução pública musical podem obter mais informações no site www.ecad.org.br.

RANKINGS CARNAVAL 2009

Músicas mais tocadas no Carnaval 2009 em todo o Brasil

Cabeleira do Zezé – João Roberto Kelly / Roberto Faissal
Me dá um dinheiro aí – Homero Ferreira / Glauco Ferreira / Ivan Ferreira
Mamãe eu quero – Jararaca / Vicente Paiva
Marcha do remador – Castelo / Antônio Almeida
Cidade Maravilhosa – André Filho
Mulata Ye Ye Ye – João Roberto Kelly
Teu cabelo não nega – João Valença / Lamartine Babo / Raul do Rego Valença
Vassourinhas - Vassourinhas / Batista Ramos / Mathias
Jardineira – Humberto Carlos Porto / Benedito Lacerda
Maria Sapatão – Carlos / João Roberto Kelly

Autores com maior rendimento no Carnaval 2009 em todo o Brasil

João Roberto Kelly
Braguinha
Lamartine Babo
Carlinhos Brown
Manno Góes (da banda Jammil e Uma Noites)
Haroldo Lobo
André Filho
Durval Lelys
Alain Tavares
Jorge Ben Jor

Músicas mais tocadas no Carnaval 2009 em todo o Brasil, em shows (trios elétricos etc)

Cadê Dalila - Carlinhos Brown / Alaim Tavares
Beijar na boca – Blanch / Rogério Tom
Quebra aê – Durval Lelys
Praieiro – Manno Góes
Exttravasa – Sérgio Rocha / Jean Carvalho / Adson Tapajós / Zeca Brasileiro
Simbora – Rafael Pereira / Daniel Ramon
100% você – Alexandre Peixe / Beto Garrido
A fila andou – Alexandre Peixe / Beto Garrido
País tropical – Jorge Ben Jor
Eva – Katamar / Umto / Ficarelli

Autores com maior rendimento no Carnaval 2009 em todo o Brasil, em shows (trios elétricos etc)

Durval Lelys
Carlinhos Brown
Mano Goes
Dinoel
Arlindo Velloso
Vicente Mattos
Alexandre Peixe
Alaim Tavares
Beto Garrido
Jorge Ben Jor





Das dificuldades do carnaval de Natal

02.02.2010 12:39

Essa é a segunda ou terceira matéria em que fujo da pauta pensada e me rendo às novas reclamações e dificuldades enfrentadas pelos heróis carnavalescos desta cidade. O Diário de Natal já noticiou a agiotagem nos bastidores do carnaval da cidade. Agora, o até então desconhecido monopólio na venda de materiais às escolas de samba e o dinheiro ainda preso nos cofres municipais, ainda não. Muitas mídias entraram engoliram o oba-oba dito na coletiva de imprensa convocada pela Funcarte na divulgação das verbas às escolas de samba. Na contramão, a governadora libera R$ 150 mil diretamente aos representantes das agremiações e salva a pátria por mais alguns dias, sem que o bolo das dívidas junto aos agiotas aumente. A opinião é unânime: este tem sido o pior momento do carnaval de Natal dos últimos anos.


O clima de empolgação com as proximidades do carnaval dá vez à agonia dos carnavalescos na montagem das escolas de samba. A menos de duas semanas da abertura oficial do período de Momo, apenas parte da verba municipal foi liberada. Alguns presidentes das agremiações demonstram desespero. Outros, desinformação. E todos têm histórias de dificuldades para contar.

A prefeitura prometeu R$ 15 mil para cada escola de samba do grupo A. Até a última quarta-feira haviam sido liberados R$ 8 mil de crédito para compra de material na loja Ponto dos Botões. Até o início da tarde de ontem muitos presidentes de escolas sequer sabiam da liberação de mais R$ 4 mil e disseram ter tomado empréstimo a agiotas para cobrir custos extras.

A prática da agiotagem nos bastidores do carnaval natalense tem sido prática constante. Todas as escolas já recorreram a empréstimos extras com a promessa de pagamento caso a escola consiga boa pontuação e, consequentemente, valores mais altos de premiação. Segundo carnavalescos, a grande maioria está endividada. A estimativa é que em poucos anos os desfiles das escolas de samba possam acabar após a falência das principais agremiações.

O valor baixo e o atraso na liberação da verba é apenas alguns dos pontos reclamados pelos carnavalescos. Outro, é quase uma questão de monopólio. O Ponto dos Botões é a única loja de Natal apta a vender material para a montagem do carnaval. É unânime a reclamação entre os diretores de escolas o preço alto e a falta de opções na loja. Segundo os carnavalescos, outras lojas “dormem no ponto” porque podiam ganhar algum dinheiro extra no período.

“Infelizmente estamos presos a esta loja. Se a prefeitura liberasse, pagaríamos transporte para Recife, comeríamos, compraríamos nosso material e ainda voltaríamos com dinheiro”, afirmou o presidente da agremiação Unidos de Areia Branca, Gilvan dos Santos. O presidente da Associação das Escolas de Samba e Tribos de Índio (Astin), Evaldo da Silva afirma que mesmo em São Paulo ou Rio de Janeiro se consegue comprar uma quantia três vezes maior de material.

Mesmo com o pouco dinheiro liberado aos 43 minutos do segundo tempo e à mercê dos preços de apenas uma loja, carnavalescos ainda conseguem levar seus sambas-enredo à avenida. Para o presidente da agremiação Balanço do Morro, Dido, as escolas iniciam o trabalho antecipado com o que ganham de doações a partir de grupo de amigos e influências junto ao empresariado. É muito pouco, segundo ele. “Dá pra começar alguma coisa”.

O trabalho de montagem das alegorias e alas começa mesmo com os recursos da prefeitura. “Eles divulgaram a liberação do dinheiro, mas ainda estamos aguardando. Até agora, apenas o crédito para compra na loja. Precisamos pagar costureira, aderecistas...”, reclamou Dido. Sua escola deve conseguir patrocínio extra junto à prefeitura de São Gonçalo do Amarante, homenageada pela escola este ano.

A escola Acadêmicos do Morro já recebeu apoio extra. E veio de uma banda do momento. Com o samba-enredo “21 anos grafiteando e fazendo emoções ao vivo”, a escola vice-campeã em 2009 homenageia a Banda Grafith e espera vencer este ano com um desfile mais incrementado. O vice-presidente da Escola, Dicarlos, preferiu omitir os valores doados pela Banda. “Do município acho que só receberemos na quarta-feira de cinzas. Nunca vi um carnaval tão pobre”, opinou.

A tradicional Malandros do Samba teve menos sorte. A homenagem um centenário das ferrovias da cidade não mereceu um centavo da CBTU, “para nosso desprazer”, reclamou Kerginaldo Alves. “Estou há 52 anos no carnaval de Natal e só vi um período bom: o da prefeita Wilma de Faria. Para provar que ela prestigia, mesmo governadora e sem a obrigação de patrocinar nada, doou este ano 150 mil diretamente às escolas. Enquanto isso, a prefeitura só liberou o crédito pra compra em loja”, reclamou o carnavalesco que busca este ano o 33º título da escola.

Além dos R$ 15 mil às escolas do Grupo A, a prefeitura também prometeu R$ 12 mil às agremiações do grupo B. As tribos de índio receberão R$ 10 mil (grupo A) e R4 8 mil (grupo B). As sete escolas do grupo de elite do carnaval de Natal que desfilarão na segunda-feira de carnaval este ano, são: Balanço do Morro, Malandros do Samba, Unidos de Areia Branca, Acadêmicos do Morro, Império Alecrinense, Grande Rio do Norte e Em Cima da Hora. A campeã de 2009, o Unidos do Gramoré, desistiu de competir este ano por falta de patrocínio.

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal





Entrevista - Valéria Oliveira

28.01.2010 10:24


A compositora e intérprete Valéria Oliveira se reinventa a cada novo trabalho. Mesmo quando a moda remete à nostalgia. É que os velhos bolachões voltam à tona pouco a pouco. E Valéria - sempre vanguarda desde os shows no Boca da Noite, na década de 80 - aproveita o embalo recente e lança o álbum No AR também em vinil. É a onda cult dos bolachões. E Valéria Oliveira sabe surfar na crista da onda quando o assunto é promoção, talento e novidade.

Entrevista - Valéria Oliveira

O excesso de novidades eletrônicas e tecnológicas têm provocado um revival às mídias mais antigas, a exemplo do vinil?
Talvez esse seja um dos motivos, mas acredito que existam outros que motivaram alguns artistas a apostar no bolachão. Muitos nunca deixaram de curtir o vinil. É o meu caso. Tenho uma paixão por vinil e curto o ritual de escutar, escolher e trocar o lado A, o lado B e tal. Além disso, o vinil registra com fidelidade o som que é tocado, sem compressões, sem perder praticamente nada da naturalidade da execução. Outra coisa, decisiva para que apostássemos no vinil, foi perceber, durante nossa viagem aos Estados Unidos para participar do Festival SXSW, que a tendência da volta do vinil está ganhando força. Vimos uma oportunidade de estar no ar com um diferencial competitivo ao novo trabalho.

Como está a procura pelo vinil No Ar nesse início de divulgação?
Estou muito animada. Esta semana, quando soube do vinil No AR, a Tratore, maior distribuidora de discos de artistas independentes do Brasil, nos procurou para distribuir o vinil nas principais lojas de São Paulo. No pacote, distribuirá para todo o Brasil e também no exterior, o cd NO AR além de comercializar as faixas on line. Na verdade, fizemos uma tiragem limitada do vinil com propósito principalmente promocional para nossa turnê que acontecerá a partir de maio. Agora vamos administrar os resultados que surgirem.

Há projeto de captação de recursos junto à Lei Djalma Maranhão para iniciar turnê em Natal, São Paulo e Rio de Janeiro. Como estão os preparativos? Soube que tem sido montada assessoria de imprensa em Sampa...
Pois é, pretendemos iniciar em maio assim que tivermos os recursos assegurados via a Lei Djalma Maranhão. No entanto, já iniciamos os preparativos com força total. Estamos conversando com o artista plástico Ítalo Trindade sobre a possibilidade em tê-lo assinando o cenário do show NO AR. Contratamos a empresa Ponto & Vírgula de São Paulo, especializada em assessoria de imprensa, para divulgar o nosso trabalho. Pretendemos iniciar a turnê com uma parcela da mídia especializada e parte do público já tendo escutado o disco NO AR. Por meio da Tratore, pretendemos em breve ter nosso disco à venda em todo o Brasil. Na próxima semana, viajamos para São Paulo para fazer novos contatos e alguns acertos para o show. Paralelamente, estamos contatando as empresas de Natal em busca de patrocínio. É bom lembrar que as empresas que apóiam projetos pela Djalma Maranhão repassam simplesmente 20% de seu ISS sem precisar entrar com nenhum valor de recursos próprios. À propósito, os empresários que queiram apoiar o nosso trabalho e a música do RN podem nos contatar pelo email producao@valeriaoliveira.mus.br

No myspace você disponibilizou, por tempo limitado, uma música do vinil para download. Alguns colocam o CD inteiro. Outros não colocam nada, são contra. Qual sua opinião sobre o livre acesso à música na internet?
Na verdade, o remix de Romance à Francesa que só tem na versão em vinil está para download sem prazo limitado e desejamos que os internautas baixem, toquem e dancem à vontade.Com relação às outras músicas que estão em cd e em vinil, temos, desde o lançamento, disponibilizado, a cada quinzena, duas novas músicas. Até o presente, já disponibilizamos o cd inteiro em doses homeopáticas. Queremos manter contato permanente com nosso público e por isso apresentamos as novidades permanentemente, inclusive algumas músicas gravadas, na mesma ocasião de NO AR, mas que não entraram no disco. O nome do disco NO AR não foi à toa. Minha música não quer calar. Cada um pode escolher como quer se aproximar dela. Seja por meio do o vinil, do videoclipe, dos downloads gratuitos (para isso tem que ficar ligado nas musicas que estarão disponíveis em cada quinzena), do cd físico, da compra digital faixa a faixa, que estamos programando com a Tratore, enfim... gosto desse conjunto de ações.

* Publicado hoje no Diário de Natal

 




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