Do Diário de Natal
A diretoria da Associação dos Trabalhadores no Transporte Opcional do Rio Grande do Norte (Astoern) tentou realizar uma paralisação na tarde dessa sexta-feira (27) no centro da cidade, porém, o movimento foi frustrado. A ideia era que a manifestação chamasse a atenção do poder público para a insegurança no transporte coletivo opcional. Somente este ano foram sete casos registrado em vários bairros da cidade. O número pode ser ainda maior, segundo o presidente da Astoern, Milklei Leite, já que motoristas e cobradores não são orientados a prestar queixa nas delegacias. "A indicação é de que só devemos ficar na delegacia se o atendimento for rápido para não ficarmos muito tempo parados, por isso a quantidade de assaltos pode ser mais elevada", relata. Além da insegurança, os profissionais do transporte opcional reivindicam a implantação da bilhetagem eletrônica unificada. "Também queremos a equiparação salarial com os motoristas de ônibus que recebem R$ 1.267, enquanto nós somente R$ 800", disse Milklei.
Motoristas contráriosà paralisação mudavam o itinerário dos veículos antes de chegar no baldo. Outros só ficaram parados porque alguns envolvidos na chapa 3 da eleição do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintro) fecharam a avenida Deodoro da Fonseca impedindo a passagem dos opcionais. Mesmo sendo a favor do que chamou de "manifestações inteligentes", José Vicente - condutor de alternativo há 15 anos - respeitou o tempo de 10 minutos parado solicitado pela diretoria da Astoern. "Não adianta somente atrapalhar o trânsito e prejudicar a população. Nós é que perdemos com isso", destaca. Passageiros que aguardavam os alternativos tiveram que enfrentar alguns minutos de transtorno. A dona de casa Eloísa Lucas, moradora das Quintas, disse ser a favor da reivindicação dos profissionais que trabalham no transporte opcional, "mas desde que a manifestação não atrapalhe a população que não tem nada a ver com isso porque também somos prejudicados nessa onda de assaltos". (Erta Souza)
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